Informação, treinamento, consultoria e serviços para carga de projeto.

Route Survey

ROTEIRIZAÇÃO DE TRANSPORTE DE CARGAS EXCEDENTES

Atualizado em 27/12/2025

Processo prático de definição do percurso


1. DEFINIÇÃO DO PONTO A PONTO

  • Identifique com precisão o local de origem e destino da carga (de preferência de CEP a CEP).

  • Use mapas confiáveis, como Google Maps, Qualp, Rotas Brasil — ele não considera restrições para cargas especiais.

  • Use mapas digitais dos órgãos rodoviários, como do DER/SP e da pesquisa anual da CNT, vide aqui>>>

  • Consulte motoristas e batedores experientes


2. MAPEAMENTO DOS CAMINHOS POSSÍVEIS

  • No app escolhido, liste todas as vias e rodovias envolvidas de cada uma das rotas (federais, estaduais e municipais) com início e fim de cada trecho.

  • Lembre-se a sigla mostra de quem é a jurisdição da rodovias. Se é federal, começa com BR (BR-116), se é estadual começa com SP, por exemplo (SP-330)

  • Se possível verifique se a rodovia é concessionada.


3. IDENTIFICAÇÃO DE JURISDIÇÕES

  • Para cada rodovia do percurso, identifique:

    • Órgão com jurisidição ou responsável (DNIT, DER, prefeitura etc.)

    • Concessionária (se houver)

    • Polícia rodoviária responsável (PRF ou PM)


4. LEVANTAMENTO DE REQUISITOS

  • Verifique exigências específicas de cada órgão:

    • Limites de peso e dimensões

    • Documentos necessários para AET

    • Tabela de escoltas

    • Programações prévias de travessias

    • Pesagem, TAP/TOP, e taxas adicionais


5. AVALIAÇÃO TÉCNICA E OPERACIONAL DO TRAJETO

  • Analise:

    • Altura do conjunto (atenção a passagens urbanas, viadutos e fiação)

    • Limitações estruturais (pontes com restrições de peso)

    • Raios de curva e rampas acentuadas

  • Se o transporte tiver altura > 5,70 m ou PBT > 100 t:

    • Recomenda-se fazer o EVG (Estudo de Viabilidade Geométrica)

    • Verificar necessidade de EVE (Estudo Estrutural)


6. ESCOLHA DO MELHOR PERCURSO

  • Dê preferência a:

    • Rodovias federais (menos burocracia, menores custos)

    • Trechos concessionados em boas condições, observando os custos adicionais

  • Evite rotas com:

    • Muitas jurisdições diferentes (mais AETs, maior complexidade)

    • Restrição de altura ou obras em andamento


7. CONSULTAS PRÉVIAS OBRIGATÓRIAS

  • Para transportes com:

    • Altura > 5,30 m

    • Largura > 4,50 m

    • Comprimento > 30 m

    • PBT > 100 t
      → O DNIT faz consultas prévias obrigatória às superintendência estaduais e concessionárias.


8. PRAZOS E POSSÍVEIS EXIGÊNCIAS

  • Prazo de resposta das consultas: até 5 dias úteis.

  • Esteja preparado para exigências adicionais:

    • Alterações de percurso

    • Inserção de EVG

    • Ajuste na altura informada

    • Correções na AET


9. VERIFICAÇÕES FINAIS

  • Confirme se há:

    • Obras em andamento no trecho

    • Feriados e restrições de tráfego

    • Trechos urbanos com limites severos de altura/peso

    • Clima e tráfego intenso na data prevista


10. ATENÇÃO A ESTADOS COM REGRAS PRÓPRIAS

  • São Paulo: maiores exigências e custos (TAP, TOP, escolta, programação noturna)

  • Ceará: exige AET até para caminhões comuns

  • Rodovias do SAI (Anchieta-Imigrantes): regras específicas


DICAS PRÁTICAS

  • Nunca inicie a solicitação da AET sem antes definir o percurso com base técnica.

  • Se sua empresa tem pouca experiência, contrate um especialista ou roteirizador profissional.

  • Evite improvisar — o custo de um erro é alto: multas, interdições e atrasos.



Resumo do Processo de Roteirização de Transporte de Cargas Excedentes


→ PASSO A PASSO PARA INDICAÇÃO DO PERCURSO NO SIAET DO DNIT

→ PASSO A PASSO PARA INDICAÇÃO DO PERCURSO NO DER/SP